Instituto Maurício de Nassau

22 de Julho de 2009
Autor Adriano Oliveira - Postado em Política |

Sarney, novamente

O Estadão divulga hoje trechos de conversas do presidente do Senado José Sarney e o seu filho. O diálogo não é republicano. É patrimonialista. No caso, Sarney reconhece que o Estado brasileiro é a sua casa. Nela, Sarney manda e desmanda. Distribui cargos e veículos de comunicação. O seu filho, pudera, fica feliz e agradece ao pai. Diante de mais este fato, espero que o presidente Sarney, já que não é um homem comum, como bem frisa Lula, renuncie. Não tem mais motivos dele continuar à frente do Senado. De fato, Lula tem razão. Sarney e o presidente da República, no Brasil, não são homens comuns. Estão acima da Lei. Este é o problema do Brasil. Consideramos que políticos estão acima da Lei. São pessoas e não indivíduos. Como bem frisou Roberto DaMatta: vivemos numa sociedade hierárquica. Nela, fazemos por onde deixar nítido o nosso lugar em uma abstrata pirâmide social. Estou curioso quanto aos pronunciamentos dos senadores sobre mais este fato envolvendo Sarney. Caso sejam diminutos os senadores que questionarão Sarney, terei a certeza de que muitos deles consideram o Estado a sua grande Casa.

2 comentário registrados to “Sarney, novamente”

  1. peterson correa pimentel comentou:

    Sarney escorrega por de baixo dos panos.

    Brasil um pais de todos
    Seria de todos
    Se não houvesse
    Um grande desrespeito
    De nossos governantes
    Para com o povo
    Que sofre cada vez mais
    Com a corrupção instalada
    No colo da democracia
    São tantas denuncias
    Recheadas de declarações
    Que não chegam a lugar nenhum
    A comissão foi nomiada
    E no palanque desta casa
    Vimos uma justiça cega, surda e muda
    Atuando apenas como quadvante
    Em um teatro aonde a ética é contestável
    E os atores principais são absolvidos
    Com o voto secreto.

    http://www.terceiromundo.spaceblog.com.br

  2. peterson correa pimentel comentou:

    Email enviado a senadores por Peterson .

    É hora de tirar as mascaras.
    O coronel do Senado se livra de mais uma, o que os senadores tem a perder com essa cumplicidade, o que o Brasil tem a ganhar com esse circo armado no Congresso, o povo tem que sair do picadeiro e tirar o nariz de palhaço, arrancar a máscara dos congressistas com o voto. Chega de escândalos, a impunidade é uma luta dos inconformados, a corrupção é uma praga silenciosa, que acaba com os recursos públicos, diga não à falta de ética, diga não à falta de vergonha, doe sua voz.\".

    Em resposta a essas linhas de indignação que enviei aos Senadores, recebi a seguinte resposta do senador do PSDB, Arthur Virgílio:

      \"Caros Internautas, emociono-me e sinto-me confortado ao ler a pilha de milhares de e-mails que chegam ao meu Gabinete todos os dias, a maioria esmagadora compreendendo minha conduta e condenando…
    …com muita força, muita indignação, a retaliação de que fui alvo por ter, desde o início – e até como voz quase isolada – exigido a apuração de irregularidades e ilegalidades ocorridas no Senado e a punição dos culpados.Quem acompanha minha atuação sabe que fui o primeiro, quando da eleição da Mesa da Casa, no início de fevereiro, a pedir a demissão do então diretor-geral, Sr. Agaciel Maia. Apoiamos, nós do PSDB, a candidatura do digno petista Senador Tião Viana porque ele firmou compromisso com a bancada tucana de fazer a necessária reforma administrativa no Senado, e porque sabíamos – disse isso em plenário – que o Senador José Sarney não mexeria na Diretoria-Geral. Só afastou o Sr. Agaciel depois das graves denúncias trazidas pela imprensa e das cobranças que fiz.
    Passei a reclamar não somente seu afastamento do cargo, mas sua demissão a bem do serviço público, assim como a do outro ex-diretor (Recursos Humanos), Sr. João Carlos Zoghbi, o que montou empresas de fachada para intermediar empréstimos consignados na Casa.
    Depois, quando começaram a surgir denúncias envolvendo o próprio presidente da Casa, Senador José Sarney, pedi, primeiro, que ele se afastasse temporariamente do cargo para permitir isenção nas apurações, e, depois, o denunciei ao Conselho de Ética, para que fossem tomadas as devidas providências.
    Não me moveu nenhum motivo pessoal, mas simplesmente a necessidade de resguardar uma instituição tão importante para a Democracia quanto o Senado.
    Com isso, despertei a ira de toda essa gente, dessa verdadeira máfia. Passei a ser alvo de tentativas de chantagem e de ameaças, que foram se corporificando na divulgação de erros e equívocos em que também incorri – porque fazia parte de uma não mais admissível “cultura” da Casa – e terminaram pela vingança de representarem contra mim no Conselho de Ética.
    Muitos, sob o temor da chantagem e das ameaças, silenciaram. Eu não! Assumi a responsabilidade por ter autorizado um funcionário do meu Gabinete a fazer curso no exterior e, mesmo sem ser cobrado, estou, por ditame de consciência, ressarcindo o Senado dos valores a ele pagos. Disseram que, por ter admitido o erro, tornei-me réu confesso. Se é assim, sou réu confesso mesmo. Não faço parte do clube da mentira, não alego que não sabia nem passo a terceiros responsabilidade que é minha. Não roubei, não desviei recursos da Casa, não passei para o bolso nenhum centavo público. Por isso, não me calo sob essa ou outras ameaças. Continuo exigindo a punição de quem cometeu gravíssimas irregularidades, a reforma na administração e nos costumes do Senado, enfim, limpeza geral na Casa, custe o que custar, doa a quem doer. Estou ao lado da imensa maioria dos brasileiros que não aceita mais uma instituição parlamentar presa ao passado, a antigas oligarquias.
    Li emocionado mesmo, como disse, as mensagens de apoio e incentivo que recebi. Vi que homens e mulheres de todo o Brasil compreenderam que, apesar de haver incorrido também numa prática não mais cabível no Senado de hoje, tive a hombridade de por ela me penitenciar e não me deixar abater pelas ameaças e vendetas de quem está do outro lado. A Nação sabe bem quem está de um lado e de outro.
    Aos que me escrevem com críticas, as acato democraticamente e aos que me enviaram sugestões, agradeço e parabenizo a intenção cívica de colaborar com um Senado melhor, mais transparente movido pelo mais autêntico espírito público.
    Gostaria de responder às mensagens, uma a uma, mas isso não é possível. Por isso, a todos o meu MUITO OBRIGADO!
    Continuarei na luta!\"
    Cordialmente,
    Senador Arthur Virgílio

    Peterson Correa Pimentel- santos- sp
    http://www.terceiromundo.spaceblog.com.br

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