Vamos voltar a falar de gasto público

Novamente trago o debate à tona. Em razão dos juros altos, os governos beneficiavam os banqueiros – senso comum. E quando os juros são reduzidos, quem são os beneficiados? Os beneficiados são os funcionários públicos. O governo Lula uso grande parte da economia que teve com a queda dos juros desde 2006 com o reforço da estrutura do governo e para aumentar o salário do servidor público. O economista Alexandre Marinis revela isto. Então, quando os banqueiros perdem, os servidores públicos ganham. Quem deveria ganhar? Obviamente, a infraestrutura do país. O sistema educacional – educação básica. O sistema de saúde. O sistema de segurança pública. Mas qual foi a opção do governo? Aumentar o custeio e a despesa com o funcionalismo público. Insisto, embora diversas pessoas não tenham coragem de debater por razões meramente de interesse individual: quanto mais gasto com custeio e servidor público menos investimento. Isto não significa que os funcionários do estado devem ganhar pouco. Não! Diversas categorias do serviço público – Justiça, Poder Legislativo, Receita Federal, Polícia Federal – recebem bem. Estes precisam dar a sua contrapartida. No caso, admitir que as categorias que ganham pouco, devem ter seus salários corrigidos. Assim como a carga horária – neste caso, de todos os funcionários. Por que alguns servidores trabalham apenas seis horas? Por que servidores públicos têm estabilidade? Saibam leitores que quanto mais se contrata servidores públicos, a médio prazo, o custo da previdência aumenta. Então, por que não discutirmos a estabilidade de algumas categorias do serviço público? Por que não criarmos a aposentadoria individual? Não é moralmente correto os funcionários da iniciativa privada ou os servidores públicos que ganham pouco financiarem a aposentadoria de membros do Poder Judiciário. Estes ganham muito bem. Enfim, o debate quanto ao gasto público do estado brasileiro precisa continuar. Assim como a eficiência do serviço público.



21 Abril 2009 às 12:27
Quanto se gasta com cargos comissionados ? Se o servidor tem estabilidade foi porque passou em concurso público!!!!! E os comissionados ? Qual o critério de seleção ? INDICAÇÃO POLÍTICA!!!!!!!!!!!ESSES SÃO OS QUE GANHAM FORTUNAS MAS SÓ VÃO ASSINAR O PONTO, DE FORMA QUE SÓ É SENSATO QUERER AUMENTAR A CARGA HORÁRIA DOS SERVIDORES SE ESSES “CARGUINHOS” DE CUNHO POLÍTICO FOREM ELIMINADOS!!!!!!
21 Abril 2009 às 20:02
Diz o Blogueiro: CAÇA AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, pois afirma: “Quando os juros são reduzidos, quem são os beneficiados? Os funcionários públicos. QUANDO BANQUEIROS PERDEM, SERVIDORES PÚBLICOS GANHAM. Em resumo, SAÚDE, ECONOMIA, SEGURANÇA, TRANSPORTE, INFRAESTRUTURA, etc vai mal por culpa do funcionário público”. Será que os professores do ensino público básico ganham dinheiro dos banqueiros? Então porque os banqueiros não passam a lecionar nas Escolas Públicas, assim ficariam ricos? Será os pobres professores estão escondendo dinheiro no quintal de casa, já que lucraram com o dinheiro arrecadado pela União com a queda dos juros de 2006? Serão os professores do ensino público ou os garis que varrem nossas ruas, culpados pela má distribuição de renda, falta de saneamento básico, ladroagem dos cargos comissionados, pois concentram toda renda do erário público? Pelo amor de Deus, será que ninguém é responsável pelos devaneios inconseqüentes deste blogueiro. Isto fere a dignidade de todos os SERVIDORES PÚBLICOS. Colocá-los no rol dos culpados através destas afirmações é leviano e mentiroso. A concentração de renda na mão de poucos, a má distribuição de renda de um capitalismo selvagem não pode ser atribuída a professores do ensino público, por exemplo. Ao escrever estas palavras, o blogueiro deixou quase que explícito sua interpretação preconceituosa de que seria lida por idiotas. Todos sabemos que o problema do Brasil não pode ser imputado aos servidores públicos, devemos olhar para o perfil dos políticos que elegemos e que abarrotam seus gabinetes com familiares e amigos.
22 Abril 2009 às 18:02
Há de se concordar em parte com o que foi exposto pelo Adriano Oliveira, porém temos que diferenciar as coisas.
Uma coisa é o Funcionário Público, que está numa função comissionada, pelo motivo qualquer que o colocou lá, aumentando o gasto do governo; outra coisa é o funcionário oriundo de concurso público.
Temos também as funções públicas indispensáveis de estarem sobre a mão do estado (como segurança pública, saúde, educação, justiça e gastos com o legislativo); e temos outras que já deveriam ter passado para o setor privado (gastos com infra-estrutura rodoviária, ferroviária, hidroviária, portuária, aeroportuária, produção e refinamento de petróleo,….).
Temos ainda o velho problema que todos são cientes, como o funcionário público fantasma, e que ainda não é combatido por ninguém. Pelo contrário, a pouco tempo os senadores legitimaram os seus “assessores virtuais” como o chamaram. E ainda temos uma infinidade de assessores parlamentares e derivados que, como um citou acima, vão somente para assinar ou para acompanhar em procissão com os demais assessores o político empregador.
O Brasil é um país que tem que primeiramente fazer a sua reforma política e nela visar enxugar o gasto público deles mesmo. Recentemente vimos senadores e deputados indo e voltando pelo mundo em férias com seus familiares e amigos com dinheiro público. Se isso não for absurdo é melhor eu parar de escrever?! Ainda acho que é.
Temos também, colegas, o “funcionário público padrão”, que é aquele que entra de ré no serviço para sair mais rápido. Fica contando os segundos, quando não adianta o relógio para sair mais cedo, tendo atrasado antes para chegar mais tarde. É fato. Esses são os mesmos funcionários que gozam de estabilidade funcional do cargo. E em levantamentos numa entidade pública detém esmagadora quantia de 70% dos servidores, ou seja, fazem o trivial, não procuram inovar, fazem somente o que lhes mandam. Se não mandam nada estão sempre em rodas de café ou resolvendo problemas particulares durante o expediente, e fim, sanguessugas da União (como particularmente eu os chamo). Mas para esses a estabilidade pode ser tirada e para isso temos os famosos processos administrativos internos. Desídia dá demissão sim!
Para explicar o porque de se ter a necessidade da estabilidade no cargo exercido em serviço público, temos de lembrar que essa ferramenta foi criada para que o servidor não seja melindrado a não cumprir com o seu papel, pois meter o dedo no bolo podre dos outros, quando principalmente esses outros tem “apadrinhamento” é muito complicado para uma pessoa que tenha em vista o risco eminente de perder o seu emprego. É por isso que ela (estabilidade) existe. Mas volto a dizer que isso não significa que o servidor não possa ser demitido. Semanalmente, e para isso é só acompanhar o Diário Oficial da União, tem servidor público sendo demitido. As corregedorias funcionam sim. O Ministério Público Federal funciona sim.
Contudo, concordo que temos um gasto exorbitante com folha pública. Já soma mais de 70% dos gastos da União. O Orçamento cada vez mais se encontra mais inchado. É necessário sim se passar para o privado certos setores públicos, porém uma necessidade maior é a fiscalização da funcionalidade desses setores privatizados, para que não cainhamos num desserviço geral. Ainda temos que amadurecer mais isso no Brasileiro que é a necessidade de nós sermos fiscais de nós mesmos e não termos medo de meter a boca no trombone.
Quantos não se melindram em escrever e assinar seus pensamentos. Pior! Quantos não se melindram em não tomar atitudes corretas em seus cargos, quando vêem que essas têm de serem tomadas e não o fazem com medo de ter uma “dor de cabeça”(quando esta é pequena e quando é uma enxaqueca?). Quantos aqui têm peito de ir e fazer o que deve ser feito?
Esses que têm esse peito, essa coragem ou essa burrice como muitos chamam são simplesmente os menos de 30% que movem a máquina, que justificam seu dinheiro com trabalho. E pasmem! Dentro desses 30% não chegam a 20% esses que tem coragem de abrir o verbo!
Quanto à história da previdência, eu queria ter a opção sim de o que é retido do meu suado salário e aplicar em um fundo de investimento ou numa previdência privada. Conforme estudos feitos por mim junto ao meu gerente do banco, se eu investisse o que me é tirado eu teria no final de carreira uma aposentadoria bem maior ao que me é sugerida. E ainda ficarei pagando esse valor depois de me aposentar, pois o rombo na previdência já é grande demais. Uns dizem que é um verdadeiro buraco negro onde ninguém sabe em que galáxia vai dar.
Acho que o que Adriano Oliveira falou é pertinente e tem de ser pensado, porém não pode ser generalizado como foi expresso da maneira que ele postou.
Como diz uns colegas meus: “Calma, muita calma, calma e mais calma!”.
Acho que é isso.
Abraço a todos
22 Abril 2009 às 18:03
Ah! E esqueci de mensionar. Sou servidor Público sim. E com muito orgulho!
Abraços novamente.
22 Abril 2009 às 18:05
——-Foi mal o erro de portugues. É que digito muito rápido ———
Ah! E esqueci de mencionar. Sou servidor Público sim. E com muito orgulho!
Abraços novamente.