Vida de estagiário…

Meu primeiro estágio foi em um escritório de advocacia ainda no primeiro ano de curso. Recordo-me que corria pelos tribunais e varas localizando processos e até fazendo audiências trabalhistas. Lógico que devidamente trajado de “advogado”, com paletó, gravata, camisa social e sapato preto engraxado. Era ótimo encontrar outros “escraviários” nas pontes do centro da cidade, no Cais do Apolo, nas ruas próximas a OAB/PE. Eu era um “escraviário”, disso não tenho nenhuma dúvida. Sofri, mas lá no estágio aprendi os “macetes” da advocacia. Lições que não me ensinaram na faculdade, nem nos meus cursos de pós-graduação. Hoje, formado, professor e advogado uso todas essas experiências no meu dia a dia. Depois do escritório fui para uma autarquia, um conselho profissional, continuei sofrendo acompanhando milhares de execuções fiscais no Estado, eu era um “office boy de luxo“, porém aprendi tudo neste segmento. Sempre trabalhava muito mais do que as atuais 6 horas da nova Lei, mas era recompensado em poder assinar as petições e colocar a minha OAB de “estagiário”, lembro até do número: 1010. Sonhava em ter esse mesmo número quando fosse advogado, depois descobri que carteira de estagiário tem numeração diferente da inscrição de advogado. Não satisfeito fui estagiar em um tribunal federal, logo fui levado para o gabinete da Presidência devido ao meu currículo de estágios anteriores. Agora eu já tinha até o que colocar no curriculum vitae.
Lá fique cuidando da admissibilidade de recursos especiais e extraordinários, aprendi tudo rapidinho. Era o único estagiário da Presidência. Tinha outro status “o estagiário da Presidência”. Depois, com as mudanças normais do tribunal fui ser companheiro de um carimbo e de milhares de processos. Aí era difícil. Perseverei, pois ao meu lado existia uma máquina copiadora, lá não perdi tempo. Cuidei de montar meu acervo de petições. Com as principais ações judiciais em trâmite na esfera federal. Depois, fui ser um estagiário-consultor, na seara trabalhista. Atendendo diversas empresas por telefone. O processo de seleção era o seguinte, de 60 candidatos ficariam 6. Aula em um dia, prova eliminatória no outro. Consegui ficar entre os 6. Nunca estudei tanto na minha vida. Essa empresa depois se transformou em um cursinho preparatório chamado Bureau Jurídico. Depois na Faculdade Maurício de Nassau, maior grupo universitário do Nordeste e hoje estou na Superintendência Acadêmica do Grupo. Continuo advogando e assessorando sindicatos e instituições de ensino brasileiras, graças ao meu primeiro estágio!



6 Agosto 2009 às 19:32
Gostei muuuuuuito da sua História muinti intersante eu leio suas história. muinto legal a vida dele.ok! nesse momento estou fazendo uma bela pesquisa sobre a vida de estagiário dele muito bom gostei d+++ blz…. bjos. p/ vcs q vai receber esse comentário…