Violência na Escola

Os principais jornais de Pernambuco publicaram na edição de hoje matéria sobre um problema que vem preocupando pais e educadores por ter se tornado uma prática muito comum em escolas de todo o País, o chamado bullying. O fenômeno é caracterizado pela violência, física ou mental, praticada por um indivíduo ou grupo contra uma outra pessoa que não é capaz de se defender por si só, na situação atual, por ser tímida, ter comportamento mais passivo ou ser diferente. As agressões sofridas pelas vítimas de bullying podem ser de caráter verbal, emocional, racista ou sexual.
Ontem, oito pais de alunos de um colégio particular e religioso do Recife decidiram denunciar as agressões na Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA). De acordo com a matéria, os pais contaram à polícia os detalhes das agressões sofridas pelos filhos dentro da escola. Todos os envolvidos cursam a sexta série e têm em média 12 anos: dez vítimas e três agressores. No entanto, os acusados são maiores fisicamente e um deles tem 14 anos, o mais velho da turma. Pelos relatos, foram praticados 26 tipos de tortura contra os menores.
Muitas vezes os agressores chegam a “batizar” as agressões feitas contras os colegas de sala. Ganso (quando o agressor aperta o órgão genital da vítima até que ela chore), gaveta (quando o agressor aperta o peito da vítima), chave de pescoço, entre outras. Serão ouvidos, ainda, a escola e os alunos acusados. De acordo com o depoimento de um dos pais, “havia crianças que chegavam em casa com a roupa rasgada, que eram obrigadas a dar ‘cola’ nos dias de prova”, acrescentou o delegado.
Os dados são preocupantes e alertam para que medidas educativas sejam tomadas e que as escolas e os pais dialoguem com os estudantes sobre a prática. Segundo números do GPCA, entre os anos de 2007 e 2008 houve um aumento de 22% de registros de violência nas escolas. Infelizmente, as escolas e universidades não estão preparadas para lidar com o problema que, em muitos casos, fica escondido no silêncio das vítimas e marcada pelo no corpo e na memória.



22 Outubro 2009 às 21:00
entendo que a escola tem que ser responsabilizada civilmente por esses danos nefastos. danos morais contra a personalidade das crianças vítimas. quando os pais deixam os filhos aos cuidados da escola, não esperam que sejam diminuídas mas sim aumentadas como pessoas. fica aí a sugestão aos pais dessas crianças. busquem seus direitos contra os pais das crianças que praticaram a violência, como também contra a escola omissa.
24 Março 2010 às 23:48
É PRECISO UM TRABALHO CONJUNTO ENTRE PAIS,ALUNOS,DOSCENTES E GOVERNO PARA RESOLVER O PROBLEMA DA VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS.
CADA UM PRECISA FAZER A SUA PARTE.